Resumen del episodio
O episódio analisa a ascensão dos movimentos políticos radicais na Alemanha, França, América Latina e Estados Unidos. Através de uma conversa com o editor de Internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, discute-se como a erosão dos partidos tradicionais e o vácuo deixado pelo centro político têm permitido o crescimento da extrema-direita e da extrema-esquerda. O debate aborda temas como o cordão sanitário na Alemanha, a fragmentação política na França sob o efeito de Emmanuel Macron, as dinâmicas populistas na América Latina e a influência das alas progressistas no Partido Democrata dos EUA.
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tal não invalida que estejamos a chegar a um ponto em que não é inverosímil que um dia destes esse partido ganhe, por exemplo, uma maioria absoluta sozinho. E aí torna-se impossível travá-lo.
00:03:16 · O entrevistado alerta para o perigo de partidos radicais na Alemanha alcançarem maiorias que impeçam a formação de coalizões de contenção.
Eu tremo a pensar no dia em que, por exemplo, a segunda volta das eleições, e isto é possível já daqui a mais seis meses, seja entre Marine Le Pen e Jean-Luc Melanchon.
00:06:26 · Pedro Cordeiro expressa preocupação com um cenário de polarização extrema na França entre as alas radical de direita e esquerda.
as políticas da direita radical entram para programas de governo sem a direita radical precisar sequer de ganhar eleições.
00:07:15 · O analista explica como partidos tradicionais acabam por adotar pautas radicais para não perder eleitores, normalizando o discurso extremista.
acho que temos que lhe juntar o eixo de facto entre os defensores da democracia liberal, os há à esquerda e à direita, e os inimigos da democracia liberal, que também os há à esquerda e à direita.
00:10:49 · O debate propõe uma nova forma de entender a política além do eixo esquerda-direita, focando na defesa ou ataque à democracia liberal.
A moderação, eu acho, continua a ser, apesar de pouco declarada e discreta, acaba por ser a posição da maior parte do povo e ainda bem.
00:12:40 · O encerramento da análise traz uma nota de otimismo sobre a resiliência do eleitorado moderado perante o radicalismo.
O episódio analisa a ascensão dos movimentos políticos radicais na Alemanha, França, América Latina e Estados Unidos. Através de uma conversa com o editor de Internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, discute-se como a erosão dos partidos tradicionais e o vácuo deixado pelo centro político têm permitido o crescimento da extrema-direita e da extrema-esquerda. O debate aborda temas como o cordão sanitário na Alemanha, a fragmentação política na França sob o efeito de Emmanuel Macron, as dinâmicas populistas na América Latina e a influência das alas progressistas no Partido Democrata dos EUA.
Episodios
Extrema-esquerda e extrema-direita alimentam-se mutuamente ou competem pelo mesmo eleitorado?
EscuchadoO episódio analisa a ascensão dos movimentos políticos radicais na Alemanha, França, América Latina e Estados Unidos. Através de uma conversa com o editor de Internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, discute-se como a erosão dos partidos tradicionais e o vácuo deixado pelo centro político têm permitido o crescimento da extrema-direita e da extrema-esquerda. O debate aborda temas como o cordão sanitário na Alemanha, a fragmentação política na França sob o efeito de Emmanuel Macron, as dinâmicas populistas na América Latina e a influência das alas progressistas no Partido Democrata dos EUA.
Eunice Lourenço: “As sondagens e a conjuntura alimentam a ideia, associada a Passos Coelho, de que pode ser preciso um homem providencial”
EscuchadoO episódio do Expresso de Amanhã analisa o atual cenário político português com base em sondagens recentes que colocam o Partido Socialista (PS) e o Chega em disputa pelo primeiro lugar, deixando a Aliança Democrática (AD) em terceiro. A discussão foca na instabilidade do eleitorado da AD e no impacto da conjuntura económica, como a inflação e o custo de vida, na perceção de liderança de figuras como Luís Montenegro e José Luís Carneiro. A análise explora as estratégias de posicionamento dos partidos, abordando a tentativa do PS de polarizar com o Chega sem perder a imagem de responsabilidade, e os desafios enfrentados pelo Governo perante fatores internacionais incontroláveis que afetam a economia nacional.
Um episódio onde cabem as mais belas vozes… e as que foram capazes de mudar o mundo!
EscuchadoEste episódio explora a relação entre a voz e o poder na política, analisando como elementos como timbre, ritmo e autenticidade influenciam a perceção do eleitor. Através de exemplos históricos de líderes como Jacinda Ardern, Winston Churchill e Margaret Thatcher, discute-se a voz como uma ferramenta de comunicação e ação política. A discussão estende-se à análise de figuras contemporâneas e históricas portuguesas e internacionais, incluindo Donald Trump, André Ventura, Salazar e Cavaco Silva. O debate explora a importância do dinamismo, da adaptação do tom ao contexto e da capacidade de transmitir liderança ou proximidade através da comunicação vocal.
Artista da Basílica de Fátima acusado de abusos, mas Igreja portuguesa prefere o silêncio
EscuchadoO episódio aborda a controvérsia em torno de Marco Rupnik, padre e artista plástico acusado de abusos sexuais, psicológicos e espirituais contra mulheres adultas. A discussão centra-se no dilema ético e religioso sobre a possibilidade de separar a obra artística do autor, focando na decisão do Santuário de Lourdes de cobrir os mosaicos de Rupnik em contraste com a posição de manutenção das obras no Santuário de Fátima. Através da análise do especialista Filipe Daviláres, o programa explora as implicações para a Igreja Católica e o impacto emocional destas obras para as vítimas.
Gustavo Carvalho: “Ed Sheeran está a aceitar que exista censura na sua digressão”
EscuchadoNeste episódio do Expresso da Manhã, Paulo Baldaia conversa com Gustavo Carvalho, autor do podcast Humor, à primeira vista, sobre a crescente influência da política na atuação de artistas e o fenómeno do cancelamento. O debate explora casos recentes, como a exclusão do rapper McLemore da digressão de Ed Sheeran devido a posições políticas sobre o conflito entre Israel e Palestina, e as polémicas envolvendo Jerry Seinfeld e festivais de comédia. A discussão aborda a dificuldade de separar a arte da posição política dos criadores, analisando se o silêncio ou a retirada de cartazes constituem uma forma de protesto eficaz ou uma forma de autocensura condicionada por interesses económicos e pressões sociais.